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Como preparar sua empresa e seu ERP para a Reforma Tributária? O guia completo para 2026 e os próximos anos
Tempo de leitura: 5 minutos
28 de setembro de 2026
Última atualização: 23/09/2026
A Reforma Tributária deixou de ser um assunto para o futuro. 2026 já é o primeiro ano da transição, e isso muda a prioridade das empresas: não basta mais acompanhar as novas regras, é preciso garantir que sistemas, cadastros, processos e equipes consigam executá-las.
A mudança é muito maior do que substituir impostos, a Reforma Tributária do Consumo cria a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal, o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), estadual e municipal, e o Imposto Seletivo (IS). Ao longo da transição, PIS/Cofins, ICMS e ISS serão substituídos pelo novo modelo.
Para quem utiliza TOTVS Protheus, RM, Datasul ou outros sistemas de gestão, isso significa revisar parametrizações fiscais, cadastros, documentos eletrônicos, integrações, customizações, relatórios e processos que foram construídos durante anos com base no modelo tributário atual.
Neste guia, você vai entender como preparar sua empresa e seu ERP para a Reforma Tributária em 2026, o que muda com IBS e CBS, quais áreas precisam participar da adequação e como estruturar o ambiente tecnológico para os próximos anos.
O que muda com a Reforma Tributária para as empresas?
A principal transformação está na tributação sobre o consumo, o novo modelo prevê a substituição gradual de diferentes tributos por uma estrutura baseada principalmente na CBS e no IBS. O processo, porém, não acontece de uma única vez.
Isso significa que durante vários anos empresas precisarão administrar uma fase de transição em que regras atuais e novas exigências coexistirão. Para o negócio, a mudança alcança muito mais do que o departamento fiscal. Ela pode interferir em:
- Emissão de documentos fiscais;
- Faturamento;
- Compras;
- Formação de preços;
- Apuração tributária;
- Créditos;
- Cadastros de produtos e serviços;
- Contratos;
- Integrações;
- Relatórios;
- Fluxo financeiro;
- Processos contábeis.
Por isso, tratar a adequação à Reforma Tributária exclusivamente como uma responsabilidade do contador ou da equipe fiscal pode criar um problema maior: as regras podem estar compreendidas, mas os sistemas não necessariamente estarão preparados para executá-las.
Qual é o cronograma da Reforma Tributária de 2026 a 2033?
Entender o cronograma é fundamental porque a empresa não precisa preparar apenas o ERP para 2026. Ela precisa criar uma estrutura capaz de acompanhar uma transição que seguirá até 2033.
O que acontece em 2026?
2026 marca o início da fase de testes da CBS e do IBS, a Receita Federal informa alíquotas de referência de 0,9% para CBS e 0,1% para IBS, com mecanismos específicos de compensação e regras próprias para o período de adaptação.
Também começaram as obrigações relacionadas ao destaque de IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos, seguindo os leiautes e cronogramas aplicáveis a cada documento.
O que muda em 2027 e 2028?
A transição avança com a extinção de PIS e Cofins, entrada do Imposto Seletivo e continuidade da implementação de CBS e IBS.
O que acontece entre 2029 e 2032?
Começa a substituição gradual de ICMS e ISS pelo IBS. Segundo o cronograma oficial, a participação do IBS cresce progressivamente enquanto ICMS e ISS são reduzidos.
Quando a Reforma Tributária estará totalmente implementada?
A previsão é que 2033 marque a vigência integral do novo modelo, com a extinção de ICMS e ISS dentro da transição estabelecida.
O ponto mais importante para as empresas é outro: esperar cada etapa chegar para só então modificar o ERP cria um ciclo permanente de urgências.
Por que a Reforma Tributária exige mudanças no ERP?
Pense em quantas decisões fiscais passam pelo ERP antes de uma nota ser emitida. O sistema identifica produto ou serviço, cliente, fornecedor, local da operação, natureza da movimentação, regras fiscais, alíquotas e diversas outras informações antes de gerar o documento.
Agora imagine alterar parte relevante dessa lógica tributária, é exatamente por isso que a Reforma Tributária e o ERP estão diretamente relacionados.
Dependendo da operação, a adequação pode envolver:
- Novas regras de tributação;
- Novos campos fiscais;
- Novos leiautes;
- Parametrizações;
- Cadastros;
- Documentos eletrônicos;
- Relatórios;
- Integrações;
- Customizações;
- APIs;
- Rotinas automatizadas.
O cronograma divulgado pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS reforça essa dimensão tecnológica: a implementação dos documentos fiscais considera explicitamente a necessidade de adequação dos sistemas emissores e de realização de testes pelos contribuintes.
Portanto, a pergunta não deveria ser apenas “meu ERP será atualizado?”, mas “todo o meu ambiente estará preparado?”
Quais áreas da empresa precisam participar da adequação à Reforma Tributária?
Se apenas o Fiscal estiver envolvido, provavelmente existe uma parte do projeto sendo ignorada. A Reforma Tributária exige uma atuação multidisciplinar entre diversos setores, como:
Fiscal e Contabilidade
Interpretam as novas regras, analisam impactos tributários e ajudam a definir os requisitos que precisam ser refletidos no sistema.
Tecnologia da Informação
Avalia ERP, integrações, APIs, bancos de dados, customizações, atualizações e infraestrutura necessária para suportar as mudanças.
Financeiro
Precisa compreender os efeitos sobre pagamentos, recebimentos, conciliações, créditos e fluxo de caixa.
Compras
As alterações tributárias podem interferir na relação com fornecedores, documentos de entrada, classificação das operações e aproveitamento de créditos.
Comercial e Faturamento
Precisam revisar formação de preços, contratos, regras comerciais e emissão dos documentos fiscais.
Controladoria e Gestão
Devem avaliar os efeitos sobre custos, margens, indicadores e planejamento.
Quando essas áreas trabalham separadamente, aumenta a chance de uma regra estar correta no Fiscal, mas não refletida no Comercial, Compras ou ERP.
Como IBS e CBS impactam os documentos fiscais eletrônicos?
Em 2026, a emissão dos documentos fiscais passou a incorporar informações relativas a IBS e CBS, conforme os leiautes e prazos definidos para cada documento.
Entre os documentos alcançados pelo processo estão NF-e, NFC-e, CT-e, CT-e OS e outros documentos eletrônicos. O cronograma oficial publicado em julho de 2026 também estabelece datas específicas de obrigatoriedade para diferentes operações e setores.
Isso exige atenção a três pontos:
- Leiautes: o ERP e os sistemas emissores precisam gerar as informações conforme as especificações vigentes.
- Parametrização: o preenchimento correto depende das regras configuradas no sistema.
- Integrações: aplicações que enviam ou recebem informações fiscais também precisam reconhecer os novos campos e estruturas.
Uma nota pode parecer correta para o usuário na tela e, ainda assim, carregar uma informação inconsistente na integração. Por isso, os testes precisam avaliar o processo completo.
Perguntas frequentes sobre Reforma Tributária e ERP
A transição levanta dúvidas principalmente sobre prazos, atualizações e responsabilidades. Confira algumas das principais.
A Reforma Tributária já começou em 2026?
Sim. 2026 marca o início da transição e da fase de testes de IBS e CBS, além da implementação de novas obrigações relacionadas aos documentos fiscais eletrônicos conforme os cronogramas oficiais.
Quais são os novos impostos da Reforma Tributária?
A Reforma cria a CBS, de competência federal, o IBS, compartilhado entre estados e municípios, e o Imposto Seletivo, federal. O processo substituirá gradualmente tributos do modelo atual.
Quem utiliza TOTVS precisa atualizar o ERP para a Reforma Tributária?
O ambiente precisa acompanhar as adequações aplicáveis às novas regras. Além das atualizações disponibilizadas para os produtos, a empresa deve avaliar suas próprias parametrizações, customizações, integrações e processos.
Atualizar o Protheus é suficiente para ficar preparado?
Não necessariamente. Ambientes com desenvolvimentos próprios, integrações, portais, APIs e outras customizações precisam ter esses componentes avaliados individualmente.
Quais áreas devem participar do projeto de adequação?
Fiscal, Contabilidade e TI são fundamentais, mas Financeiro, Compras, Comercial, Faturamento, Controladoria e outras áreas impactadas também devem participar conforme a operação.
Quando a Reforma Tributária estará totalmente implementada?
O cronograma prevê a transição até 2033, quando o novo modelo passa a vigorar integralmente e ICMS e ISS são extintos dentro do processo de substituição.
Como a Mistral pode preparar seu ERP para a Reforma Tributária?
Como consultoria homologada TOTVS, apoiamos empresas na avaliação e evolução de seus ambientes ERP, atuando em parametrizações, atualizações, integrações, desenvolvimento em AdvPL, automações, sustentação e revisão dos processos relacionados ao sistema.
Seu ERP está preparado apenas para a próxima obrigação ou para toda a transição da Reforma Tributária?
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Executivo com mais de 20 anos de experiência em ERP e tecnologia, especializado em soluções TOTVS e evolução de processos empresariais.